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sábado, 20 de março de 2010



A VIDA VEGETATIVA DA CAPOEIRA


Por: Carlos Senna


Não surgiu, não veio, não apareceu. Ela simplesmente brotou dos Quilombos, gerada no casamento da violência da raça branca dominadora com a necessidade físico-espiritual de defender-se da raça negra escravizada, Esta, naquele estágio humano-cultural de defender-se da raça negra escravizada, produziu o mestiço (maior visão e inteligência mais exercitada que o negro, com maior destreza que o branco) e na situação psico-fisica, produziu a CAPOEIRA, fecundada no leito da natureza em perfeito contato e assimilação das qualidades naturais de sobrevivência de quatro espécie de nossas matas: O macaco, a onça, a raposa e a aranha, nos quais se inspiram para criar o conjunto de movimento de defesa e ataque fornecedores conteúdos belicosos da luta revide de nossos escravos, a Capoeira - a Arte Marcial Brasileira.
A belicosidade da CAPOEIRA foi elaborada na ânsia de liberdade do negro escravo que, através do batuque – espécie de ritmo do continente africano - , fez desenvolver o seu condicionamento físico(destreza e equilíbrio), aceitando racionalmente os sentidos da irracional qualidade particular de auto-defesa do macaco, da onça, da raposa e da aranha. Esse conjunto de qualidade veio produzir na prática, o encontro harmônico que dá ao Capoeirista a agilidade do macaco, a combatividade e a sagacidade da onça, a manha e a astúcia da raposa e a capacidade envolvente e enlaçadora da aranha. Assim estimulado, o sentido altivo e guerreiro do negro escravizado motivou uma “filosofia” de vivência e sobrevivência através da “aviação psicossomática” das qualidades naturalmente sensíveis e particulares da espécies referidas, constituindo-se assim no conteúdo da formação “espiritual-filosófica” que, guiado pela síntese desses elementos, configura o gingado.

A CAPOEIRA, na sua prática luta, procura não exercer uma confrontação direta entre os adversários. Procura, em forma circular, criar espaços que conduzem à possibilidade de enlaçar, pela força “hipnótica centrifuga”, o companheiro e, sem que este perceba o que vai acontecer, como uma fórmula mágica, possa produzir um “espiral centrípeta” que atue no adversário de forma a atraí-lo, envolvendo-o num todo, para dele servi-se da maneira belicosa que julgue mais interessante. A CAPOEIRA não puxa, não provoca choque, ela é algo mais profundo: atrai a quem ela quis provocar.
A força do capoeirista veio da interiorização progressiva dos escravos, ditada pela necessidade de criar esquemas de defesa física, e da necessidade óbvia de alcançarem uma perfeita disciplina espiritual para suportar com paciência todas as dificuldades de resistência e sobrevivência a que estavam sujeitos, obrigados a resistir heroicamente aos perseguidores e algozes. Associada à Fé religiosa da magia, deu-lhes uma iluminação, força de que, nos momentos de total dificuldade, se valia, com o poder de suas orações, para se transformarem num pé-de-mato e desaparecerem das vistas daqueles que tentavam aprisioná-los.
A CAPOEIRA difere de qualquer outra Arte Marcial já conhecida. Além da música que acompanha a sua prática, estado de defesa pessoal o emprego do corpo humano é total: perna, pé, mão, joelho, calcanhar, braço, cotovelo, ombro, cabeça, dedos. A utilização desses órgão, numa repetição dinâmica e intensa, forma a chamada “memória muscular”, com a qual todo o corpo se torna um instrumento de morte. Fora das regras, no uso como defesa pessoal, é uma luta “suja” onde as mais diversas “espertezas” podem ser usadas.
A CAPOEIRA é: a arte de cautela e negaça, da malícia e da matreirice, que tem nos pés pontos básicos e nas mão o seus coadjuvantes. O seu princípio é dos líquidos, podendo ser gasoso, ou seja, a água e seu vapor que, num estado, ajeita-se e no outro é imperceptévl, dando jeito de passar por onde precisa, traiçoeiro com aqueles que querem ignorar o seu poder.




Bibliografia:
Boletim da ginga associação de capoeira, ano I n- 2 de 13 de novembro de 1994


Na foto CM Otávio, Mestre Tucano Preto e Professor Cupim, meu irmão de sangue e um batalhador, tem bom trabalho com capoeira, em projeto social com Corpo de Bombeiro Militar, Licenciado em Educação Física e futuro Sgt. desta gloriosa corporação militar.

Grande Mestre Itapuãn aluno de Mestre Bimba, no evento da Terreiro, juntamente com CM Otávio.
Contramestre e alunos do CM Herbest, na escola Monsenhor Dourado, Bairro Padre Andrade.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Aconteceu no final de 2009 curso técnico na capoeira com Mestre Tucano Preto do Grupo Centro Integrado de Capoeira de São Paulo, Sob realização Fundação Arte Brasil de Capoeira, do Ceará, Coordenação Mestre Pedro. Na foto CM Otávio Mestre Tucano Preto e Professora Roberta.
Encontro da Terreiro em 2009, na ocasião foi homenageado grande Mestre Soldado, apesar de ter conhecido muito pouco , percebi na sua pessoa um grande líder, que em pouco tempo articulou a união e o envolvimento interativo dos grupos capoeira de Fortaleza um grande exemplo de mestre e a capoeira do Ceará perdeu muito, mas acredito que ele cumpriu o propósito de Deus aqui na terra, Mestre Soldado que Deus o tenha em um bom lugar e abençoe sua família. valeu Mestre.

Na foto Mestre Tabosa de Brasília e CM Otávio Ceará
Acontece todo final de semana na Ponte Metálica na Praia de Iracema em Fortaleza a tradicional Roda da Ponte, aos sábado com organização do Grupo Terreiro e Mestre Auricélio e domingo sob organização do Grupo Capoeira Mundi do Mestre Dingo. Essa foto, no berimbau Graduado Sapo, Cm Otávio e Mestre Dingo, as rodas são boas e tem muito axé, que não conhece tire um dia e compareça...

Quem for em Salvador tem que conhecer a igreja do Bonfim e se encantar com os detalhes de suas esculturas, e deixar amarrado sua fitinha do Senhor do Bonfim. Deixar sua imaginação voltar ao passado e pensar que a construção desta igreja foi feita por mão de obra africana, sem falar que a cultura de nosso povo tem influencias africanas, o verdadeiro povo brasileiro tem que conhecer suas origens, e Salvador é um bom lugar para começar.
Aconteceu em Março de 2010, curso de capacitação técnica na capoeira com Mestre Museu do Grupo Fundação Internacional Artes das Gerais de Belo Horizonte - MG, realizado pelo grupo Fundação Arte Brasil de Capoeira sob a coordenação de Mestre Pedro. na Foto CM Galo Preto, CM Otávio, Mestre Museu e Prof. Roberta. Foi discutido temas como fundamentos da capoeira Regional no toque de Benguela e São bento da Regional.




Mestre Pelê da Bomba, tocando e cantando o tradicional Samba duro da Bahia, em sua academia, localizado no Pelourinho. Professora Roberta no samba.

quinta-feira, 18 de março de 2010



Contramestre Otávio Danado participa do 2º encontro pedagógico de capoeira, relizado pelo grupo capoeira brasil, org. Instrutor Testa, na ocasião estava presente o Governador do Estado do Ceará Cid Gomes, prestigiando troca de graduação de seu filho.

Roda Realizada na Câmara de Vereadores de Fortaleza, na Semana Municipal - 2009, no Berimbau Mestre Auricélio, Contramestre Otávio danado e Instrutor chocolate.

Contramestre Otávio Professora Roberta e seu filho Daniel, participaram do encontro de capoeira realizado pela Fundação Arte Brasil de Capoeira, na cidade de Aratuba - Ce, sob organização do Contramestre Nir e seus alunos.


A Fundação Arte Brasil de Capoeira, participa na Semana Municipal da Capoeira 2009, com uma apresentação nos Terminal de ônibus do Conjunto Ceará, sob o Comando do Contramestre Otávio Danado juntamente com a presença de contramestres, professores, instrutotes monitores e alunos.

Contramestre Otávio e Professora Roberta visitam Salvador, para conhecer as raizes da capoeira.

Seja bem vindo

Este Blog é destinado a comunidade capoeira ou admiradores que desejam contribuir na evolução da arte originalmente brasileira, a todos muito axé.